03 Jul. 2024
Escritor: Leafar do Leafarverso
Revisor: Historiador Libertario
Narrador: Leafar do Leafarverso
Produtor: Leafar do Leafarverso

Lojas Americanas INDO DE AMERICANAS!!!

Não é de hoje a crise financeira do grupo Americanas SA. Toda a situação já se tornou meme nas redes sociais e a crise das Lojas Americanas é um reflexo perturbador das políticas econômicas de grandes empresas em países que intervém na economia e manipula as finanças desses grandes grupos a bel-prazer.


A empresa, que registrou prejuízos consecutivos em 2021 e 2022, teve que recorrer à recuperação judicial e recentemente fechou duas de suas subsidiárias, Submarino e Shoptime, após um escândalo contábil.


A empresa disse que essas duas grandes empresas serão incorporadas ao Americanas.com. Esses sites já foram líderes no comércio eletrônico na década de 2000 tendo suas marcas facilmente reconhecidas e lembradas por duas gerações de brasileiros.


Agora, as duas marcas fazem parte da nova estratégia do grupo Americanas SA, que segundo eles, busca uma estratégia de trabalho mais ágil e eficiente. É óbvio que tem muito caroço nesse angu e num futuro próximo ainda vai dar muito o que falar todas essas questões.


Segundo a empresa, "a integração dos sites e aplicativos do Shoptime e Submarino tem como objetivo fortalecer o digital da companhia sob a marca Americanas. A decisão está alinhada com a nova estratégia de negócios, focada em uma operação mais ágil, rentável e eficiente para proporcionar uma experiência de compra ainda mais completa".


A empresa Submarino foi fundada em 1999 e se tornou um dos principais concorrentes da Americanas nos anos 2000, foi uma das primeiras livrarias virtuais do Brasil e se destacou como uma das maiores do comércio eletrônico.


O Shoptime foi lançado em 1995 e desempenhou um papel crucial no comércio brasileiro, sendo pioneiro no formato de vendas pela televisão e, posteriormente, no comércio eletrônico. Em seu auge, o Shoptime se destacou não apenas como um canal de compras, mas como uma plataforma de entretenimento e inovação, apresentando produtos de forma dinâmica e interativa.


Sua influência se estendeu além das transações comerciais, tornando-se um ícone cultural reconhecido por muitos brasileiros. A maioria dos nascidos entre os anos 80 e 90 deve se lembrar dos produtos que marcaram toda uma geração. A marca se tornou sinônimo de praticidade e conveniência, sendo amplamente lembrada por suas ofertas e a presença constante nas casas dos consumidores através de seu canal de TV.


Óbvio que o fato de duas grandes marcas serem deixadas de lado pelo grupo Americanas indica que há muitas outras questões envolvidas nesse processo.


Foi revelado pela polícia federal que a Americanas sofreu um desfalque de aproximadamente R$ 25,3 bilhões em seu caixa. A antiga diretoria, liderada por Miguel Gutierrez, é suspeita de envolvimento nessas fraudes contábeis.


A Polícia Federal realizou buscas e apreensões nas residências dos investigados no Rio de Janeiro e foram emitidos mandados de prisão para Gutierrez e para a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali.


Além disso, esses eventos não são isolados, mas sim parte de um quadro maior de intervenções governamentais que têm sufocado o setor privado e impedido a existência de um crescimento econômico saudável. A cultura importada do Keynesianismo americano do "Too Big to Fail" tem se revelado um esquema econômico desastroso no qual o estado pune inocentes para resgatar instituições criminosas.

Talvez você possa se perguntar: "Mas como assim 'Too Big to Fail'?"
Eu posso te fazer entender de uma forma simples.


A frase "Too Big to Fail" significa "Grande demais para falir" em tradução livre e se refere a crença de que certas empresas e instituições financeiras são tão grandes e interconectadas com a economia que sua falência causaria um dano ao sistema econômico e ao governo. Por isso, os governos muitas vezes intervêm para resgatá-las, utilizando recursos públicos.


Esses resgates envolvem empréstimos ou injeções de capital por parte do governo, financiados pelo dinheiro dos impostos dos cidadãos. Além disso, a impressão de mais dinheiro para esses resgates acaba levando a inflação, desvalorizando a moeda e reduzindo o poder de compra dos indivíduos.


Toda essa cultura de intervenção se deu início após a crise de 1929 quando o economista John Maynard Keynes colocou em prática suas teorias econômicas para resgatar a economia americana. Passamos a chamar essas estratégias de Keynesianismo.


Dois exemplos recentes é o resgate de grandes bancos durante a crise financeira de 2008 e a injeção de liquidez do FED durante a crise sanitária que tivemos a partir do fim de 2019, que se intensificou em 2020. Nos Estados Unidos, o governo gastou centenas de bilhões de dólares para salvar várias instituições. Esses resgates, embora tenham estabilizado o sistema financeiro a curto prazo, geraram controvérsias devido ao uso de fundos públicos para salvar empresas privadas, enquanto muitas pessoas comuns perderam suas casas e empregos.


Outro exemplo é o resgate das empresas General Motors (GM) e Chrysler. O governo dos EUA injetou bilhões de dólares para evitar a falência dessas gigantes automobilísticas, justificando que sua queda teria efeitos devastadores sobre a economia, incluindo a perda de milhões de empregos.


Esses exemplos ilustram como a cultura do "Too Big to Fail" perpetua um ciclo onde grandes empresas tomam riscos excessivos, sabendo que, em última instância, poderão contar com a ajuda do governo. Isso cria uma distorção no mercado, penalizando os cidadãos comuns que acabam arcando com os custos dessas operações de resgate.


Aqui no Brasil temos como exemplo o Banco Panamericano, pertencente ao Grupo Silvio Santos, que enfrentou um escândalo contábil que revelou um rombo de R$ 4 bilhões. Para evitar sua falência e o impacto negativo no sistema financeiro, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) injetou recursos na instituição. Mais tarde, o banco foi vendido para o BTG Pactual.


A Oi, uma das maiores operadoras de telecomunicações do Brasil, entrou em recuperação judicial em 2016 devido a uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões. O governo brasileiro, através da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), interveio para facilitar a reestruturação da dívida e manter a empresa operando, devido à sua importância estratégica para o setor de telecomunicações.


Durante a já citada crise econômica que se iniciou em 2019, várias companhias aéreas brasileiras, incluindo a Gol e a Azul, enfrentaram graves dificuldades financeiras. O governo federal ofereceu linhas de crédito e medidas de suporte para manter essas empresas operacionais.


Deu pra entender que quando o governo intervém para resgatar grandes empresas privadas, como nesses exemplos, são os cidadãos que acabam arcando com essa conta. Os recursos públicos utilizados para empréstimos, garantias ou outros tipos de apoio financeiro representam uma transferência de custos para a sociedade como um todo, aumentando a carga tributária ou comprometendo o orçamento destinado a serviços públicos essenciais.


Dessa forma, o estado premia aqueles que falham em suas atividades administrativas e ajudam aqueles que cometem crimes de fraude. Isso, ao mesmo tempo em que pune inocentes e prejudica indivíduos que não tem nada a ver com os problemas financeiros dessas empresas.


Assim, fica evidente a necessidade de revisitar as teorias liberais de pensadores como Friedrich Hayek. Hayek argumentava que intervenções estatais excessivas na economia não apenas distorcem o mercado, mas também podem levar a consequências indesejadas, como o uso injustificado de recursos públicos para beneficiar interesses privados.


Para evitar essas ações antiéticas do Estado na economia, é muito mais viável adotar estratégias que promovam o livre mercado. Isso não apenas preserva a integridade da economia, mas também protege a propriedade privada dos cidadãos.


Um trecho relevante pode ser encontrado em seu livro "O Caminho da Servidão" (1944), no qual Hayek discute os perigos do planejamento centralizado e da intervenção governamental excessiva:


"É apenas porque os resultados inesperados e frequentemente indesejados de uma política planejada são interpretados como evidência de imperfeições no planejamento, e não como uma justificação para a atitude liberal de deixar as coisas em paz, que coisas ainda piores podem surgir."


Em outras palavras ele disse: "Se vocês, cães do governo, se meterem na economia a coisa vai melhorar no início. Porém, depois de um tempo, vai ficar muito pior do que antes, seus burros."


Estamos vendo na prática, a nível global, toda a teoria de Hayek sobre esse tema se provar verdadeira. Governos no mundo inteiro distorceram seus mercados com suas intervenções e, hoje em dia, a maioria dos países são como bombas-relógio prestes a explodir. E quanto mais o governo intervém para atrasar o resultado inevitável, pior serão as consequências no final.


A proteção a grandes empresas brasileiras ilustra como a interferência estatal e a centralização econômica criam um ambiente desfavorável para os negócios. Em vez de promover a inovação e a competitividade, as políticas keynesianas adotadas pelo governo resultam na estagnação e na falência de empresas tradicionais. É fundamental que repensemos essas abordagens ideológicas e adotemos políticas que incentivem a livre iniciativa e a prosperidade econômica para todos.

Referências:

https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&opi=89978449&url=https://www.monergismo.com/textos/livros/hayek-ocaminhodaservidao.pdf&ved=2ahUKEwjnvbjg8ouHAxV2PrkGHTliDCYQFnoECCIQAQ&usg=AOvVaw30-sh56g-C6T30ZoR3F-0-

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